Vigor Claro 30 de agosto de 2026

Maca peruana: para que serve e o que dizem os estudos

A maca peruana é a raiz de Lepidium meyenii, vendida em Portugal em pó e em cápsulas. A revisão sistemática de referência sobre maca e função sexual reuniu apenas 4 ensaios clínicos e concluiu que a evidência é limitada; uma meta-análise de 2023 somou os dois ensaios feitos em homens com disfunção erétil — 79 pessoas ao todo — e encontrou uma vantagem média de pouco mais de um ponto de IIEF. E há uma distinção que quase nenhuma embalagem faz: os efeitos positivos apareceram sobretudo no desejo sexual, não na capacidade de obter e manter uma ereção. São coisas diferentes.

Atualizado 30 de agosto de 2026 10 fontes
4 ensaios
total de RCTs incluídos na revisão sistemática de 2010
8 a 57
número de participantes por ensaio
1500–3500 mg
gama de doses diárias usadas nos estudos

Esta página mostra o que os quatro ensaios mediram, que doses usaram, quanto tempo duraram, quanto custa a maca em Portugal — e onde as fontes que reunimos simplesmente não chegam.

O que é a maca peruana?

A maca peruana é a raiz de Lepidium meyenii, uma planta usada como alimento e consumida hoje sob a forma de pó seco, cápsulas ou comprimidos. Nos estudos clínicos aparece identificada pelo nome científico, e é assim que deve ser procurada num rótulo: um produto que diga apenas «maca» sem indicar a espécie e a quantidade em miligramas não permite qualquer comparação com o que foi testado.

Em Portugal vende-se em parafarmácias, farmácias e lojas de suplementos, quase sempre em fórmulas combinadas com outras plantas — o produto mais visível no retalho português junta maca a Tribulus terrestris (Celeiro, consultado a 30.08.2026).

A maca não tem qualquer alegação de saúde aprovada na União Europeia. Está no grupo de cerca de 1.500 a 2.000 alegações relativas a plantas que ficaram on hold — suspensas à espera de decisão, nem aprovadas nem formalmente rejeitadas (EFSA). Na prática, nenhum fabricante pode escrever legalmente na embalagem que a maca melhora a função sexual.

Para que serve a maca peruana, segundo os ensaios clínicos?

A base de evidência sobre maca e função sexual são quatro ensaios controlados por placebo, reunidos numa revisão sistemática publicada em agosto de 2010 na BMC Complementary and Alternative Medicine (Shin BC, Lee MS, Yang EJ, Lim HS, Ernst E; DOI 10.1186/1472-6882-10-44). Os autores pesquisaram 17 bases de dados até abril de 2010 e apenas quatro estudos cumpriram os critérios de inclusão (texto integral).

O que cada um encontrou:

Ensaio Quem participou Desfecho medido Resultado
1 Mulheres na menopausa Desejo sexual Efeito positivo
2 Homens adultos saudáveis Desejo sexual Efeito positivo
3 Ciclistas saudáveis Função sexual Sem qualquer efeito
4 50 homens com disfunção erétil ligeira IIEF-5 (função erétil) Subida de 1,6 pontos com maca contra 0,5 com placebo

O quarto ensaio é o único que interessa diretamente a quem tem dificuldade de ereção, por isso vale a pena abri-lo. É o estudo de Zenico e colegas, publicado na Andrologia em 2009: 50 homens caucasianos com disfunção erétil ligeira, aleatorizados em dupla ocultação para 2400 mg diários de extrato seco de maca ou para placebo, durante 12 semanas, avaliados pelo IIEF-5 e por um questionário de satisfação (PubMed).

Ao fim das 12 semanas subiram os dois grupos de forma estatisticamente significativa — o que diz muito sobre o peso do efeito placebo neste tema. Mas o grupo da maca subiu mais: 1,6 pontos de IIEF-5 contra 0,5 do placebo (p<0,001). Os autores resumem-no como «um efeito pequeno mas significativo» sobre a perceção subjetiva de bem-estar geral e sexual — repare nas duas palavras que os autores escolheram: pequeno e perceção.

Há ainda uma revisão com meta-análise mais recente, publicada em 2023 no Journal of Men's Health, que juntou este ensaio a um segundo, japonês, com 32 homens e 1,2 g/dia durante 8 semanas — esse não encontrou diferença face ao placebo (p=0,29). Somados os dois, 79 homens no total, a diferença média a favor da maca no IIEF foi de 1,13 pontos (IC 95% 0,64 a 1,61). Os próprios autores avisam do que isso vale: duas amostras pequenas, risco de viés incerto e poder estatístico possivelmente insuficiente. É o melhor número que existe sobre maca e ereção, e é este.

A conclusão dos próprios autores da revisão é sóbria e vale a pena ser citada tal como está: o número total de ensaios, a dimensão das amostras e a qualidade metodológica média foram «demasiado limitados para retirar conclusões firmes».

As limitações apontadas são concretas. Nenhum dos quatro estudos descreveu como gerou a sequência de aleatorização. Nenhum usou ocultação da alocação. As amostras variaram entre 8 e 57 participantes. E apenas um relatou medidas de desfecho completas.

Isto não significa que a maca não faça nada. Significa que a evidência disponível não chega para afirmar que faz — que é uma posição diferente de «não funciona» e também diferente de «está provado».

Libido e ereção não são a mesma coisa

Esta é a distinção central de toda a página, e é onde a comunicação comercial da maca falha de forma sistemática.

Libido é desejo: a vontade de ter atividade sexual. Função erétil é capacidade mecânica: obter e manter uma ereção suficiente para uma relação satisfatória. Um homem pode ter desejo intacto e não conseguir uma ereção; e pode ter ereções normais sem qualquer vontade.

Três dos quatro ensaios da revisão de 2010 mediram desejo ou função sexual geral em pessoas saudáveis — não em doentes com disfunção erétil. Apenas um avaliou especificamente homens com disfunção erétil ligeira, através do questionário IIEF-5.

Porque é que isto importa na prática: a causa mais frequente de disfunção erétil em homens mais velhos é vascular, ligada a doença cardiovascular e diabetes (EAU Guidelines 2025). Num problema de circulação, aumentar o desejo não resolve nada — o desejo já lá estava. Quem tem uma dificuldade de ereção de origem vascular e toma maca à espera de resolver o problema está a atacar o alvo errado.

Se o que descreve é falta de vontade e não falta de ereção, o quadro é outro e está tratado em libido baixa. Se é a ereção que falha, o ponto de partida é a página sobre disfunção erétil.

Que dose de maca foi usada nos estudos?

Nos quatro ensaios revistos em 2010, as doses diárias de maca variaram entre 1500 mg e 3500 mg, administradas durante períodos de 2 a 12 semanas (Shin 2010).

Compare com o que se vende. O produto de maca mais visível no retalho português, a fórmula «Tribulus + Maca» da DietMed no Celeiro, tem 350 mg de maca por comprimido, com posologia de 2 comprimidos por dia — ou seja, 700 mg de maca por dia (Celeiro, 30.08.2026).

Dose diária
Menor dose usada nos ensaios 1500 mg
Maior dose usada nos ensaios 3500 mg
Produto de referência no retalho PT (posologia do rótulo) 700 mg

Setecentos miligramas é menos de metade da dose mais baixa alguma vez testada nos ensaios. Pela nossa conta, seriam necessários cerca de 4,3 comprimidos por dia para chegar aos 1500 mg — acima da posologia indicada no rótulo.

Isto não é uma sugestão para tomar mais comprimidos. É a constatação de que a dose vendida e a dose estudada não são a mesma coisa, e de que ninguém avisa disso na prateleira.

Quanto tempo demora a maca peruana a fazer efeito?

Os ensaios da revisão de 2010 duraram entre 2 e 12 semanas, e o estudo dedicado a homens com disfunção erétil ligeira usou o período mais longo, de 12 semanas (Shin 2010). Não existe, nas fontes que reunimos, qualquer dado sobre efeito em dias ou sobre uso para além das 12 semanas.

Duas consequências práticas. Primeira: promessas de resultado «em poucos dias» não têm suporte em nenhum dos ensaios publicados. Segunda: também não há dados sobre o que acontece a quem toma maca durante meses ou anos seguidos — a questão nunca foi estudada nesses prazos.

Maca preta, vermelha e amarela: há diferença?

Não temos nenhuma fonte verificada que compare as variedades de maca por cor.

A revisão sistemática de 2010 trata a maca como um único ingrediente e não separa resultados por variedade. Nenhuma das fontes que reunimos para esta página permite dizer que a maca preta serve para uma coisa e a vermelha para outra.

As páginas de venda que fazem essa distinção não citam estudos que a sustentem. Preferimos escrever que não sabemos a inventar uma tabela de cores que soaria bem e não teria fonte nenhuma por trás. Se encontrarmos investigação que compare variedades, esta secção é atualizada com a referência.

Efeitos secundários e quem não deve tomar

O que se pode dizer com honestidade a partir das fontes que reunimos: os ensaios sobre maca eram demasiado pequenos e demasiado curtos para caracterizar segurança.

Quatro ensaios, entre 8 e 57 participantes cada, com duração máxima de 12 semanas (Shin 2010). Uma base amostral desta dimensão não deteta efeitos adversos raros, e um seguimento de 12 semanas não diz nada sobre uso prolongado. Ausência de alarme nos estudos não é o mesmo que segurança demonstrada.

Não temos fonte verificada sobre maca na gravidez, na amamentação, em menores, em doença hepática ou renal, nem sobre interações com medicamentos. Nestes casos a pergunta faz-se ao médico ou ao farmacêutico, com a embalagem na mão — não a uma página da internet, incluindo esta.

🔴 Suspenda e procure avaliação médica se, ao tomar qualquer suplemento, surgir reação cutânea, falta de ar, inchaço da face ou da língua.

Quanto custa a maca peruana em Portugal?

Só publicamos preços que verificámos diretamente, com a data da consulta.

Produto Onde Formato Maca por dia Preço
Tribulus + Maca, DietMed Celeiro 60 comprimidos 700 mg (2 comp./dia) €21,35

Preço verificado a 30.08.2026. Com a posologia do rótulo, uma embalagem de 60 comprimidos dá para 30 dias.

O que não conseguimos confirmar nesta ronda, e por isso não aparece na tabela: preços de maca no Continente, no Pingo Doce, na Wells e na Prozis. São exatamente as lojas mais procuradas — «maca peruana continente» tem 880 pesquisas por mês em Portugal e «maca peruana celeiro» 590 — mas as páginas destas cadeias carregam o preço por JavaScript e não devolveram valor legível. Voltamos a esta tabela quando tivermos números confirmados, com a data.

Na hora de comparar, o que interessa não é o preço da embalagem: é o preço por dose diária de maca declarada em miligramas. Duas embalagens ao mesmo preço podem dar quantidades de maca muito diferentes por dia.

A maca não é um tratamento para a disfunção erétil

Nenhuma diretriz europeia de urologia recomenda maca para disfunção erétil.

As EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025 incluem exatamente uma frase sobre suplementos, e a maca não está nela: «Use supplements with L-arginine or ginseng daily in men with mild ED who refuse pharmacological treatment after counselling them that the improvement of EF could be mild» — usar suplementos com L-arginina ou ginseng em homens com disfunção erétil ligeira que recusem tratamento farmacológico, avisando-os de que a melhoria pode ser ligeira. A força desta recomendação é fraca. Os inibidores da PDE5 continuam a ser recomendação forte como primeira linha (EAU 2025).

A comparação com a citrulina é instrutiva, e não abona a favor da maca: existe um ensaio dedicado a L-citrulina em disfunção erétil ligeira (Cormio 2011, Urology) e uma meta-análise sobre L-arginina, o composto de que a citrulina é precursora (Xu 2021, Andrologia). Mesmo aí, a conclusão da meta-análise é que o medicamento sozinho supera o suplemento sozinho. A maca não tem sequer esse nível de suporte para a função erétil.

Há ainda um motivo clínico para não tratar a disfunção erétil com suplementos comprados por conta própria. A dificuldade de ereção é frequentemente o primeiro sinal visível de doença vascular: uma revisão sistemática publicada no American Journal of Men's Health concluiu que a disfunção erétil ocorre, em média, 3 a 5 anos antes do evento cardiovascular (Raheem 2017). Essa janela de anos é tempo de investigar e corrigir fatores de risco — e é o que se perde a experimentar cápsulas em silêncio. O tema está desenvolvido em a ereção como aviso do coração.

Vale também saber que ir ao médico não garante tratamento adequado, mas melhora muito as probabilidades: num estudo em cuidados de saúde primários portugueses, de 200 doentes referenciados por disfunção erétil, 22,3% tinham na realidade outro diagnóstico principal, e entre os que tinham disfunção erétil confirmada apenas 33,9% já tinham sido tratados (Morgado 2019, Sexual Medicine).

Quando não esperar e procurar médico

Há quadros em que esperar doze semanas por um efeito de raiz é a decisão errada:

  • ereção que passa das 4 horas — priapismo, urgência médica;
  • dor no peito, com ou sem esforço;
  • enfarte recente, ou doença cardíaca já conhecida;
  • perda súbita de visão ou audição;
  • ereção que falha de repente, num homem jovem e sem fatores de risco;
  • fadiga marcada, perda de massa muscular ou alterações de humor a acompanhar a dificuldade — o caminho aí é medir hormonas, não experimentar raiz.

Fonte: EAU 2025.

Onde a prova sobre a maca chega — e onde não chega

Fica provado o que os quatro ensaios mediram: que doses usaram, durante quanto tempo, em que pessoas, com que resultado. E quanto custa a maca em Portugal, com a data em que o preço foi lido.

Não fica provado nada sobre si. Diagnóstico, dose para o seu caso, marca a escolher — nada disso sai de um texto. Sai de uma consulta com exame e análises, porque tudo depende da causa, e a causa não se lê.

Porque não indicamos uma dose de maca

Podíamos escrever «tome 1500 mg por dia», copiando o valor mais baixo dos ensaios. Não escrevemos, e a razão é simples: essa dose foi testada em amostras de 8 a 57 pessoas, sem ocultação da alocação, em populações que provavelmente não são a sua — mulheres na menopausa, ciclistas, homens saudáveis. Transformar isso numa recomendação pessoal seria dar-lhe uma falsa precisão.

O padrão do setor é o contrário: uma dose redonda na embalagem, sem indicar em quem foi testada. Preferimos mostrar-lhe a gama estudada, a dose que se vende, e a diferença entre as duas — e deixar a decisão consigo e com quem o acompanha.

Se chegou aqui a comparar ingredientes, veja também o que se sabe do Tribulus terrestris — é a planta com que a maca aparece combinada na maioria dos produtos vendidos em Portugal.

Fontes

  1. Shin BC, Lee MS, Yang EJ, Lim HS, Ernst E. «Maca (L. meyenii) for improving sexual function: a systematic review». BMC Complementary and Alternative Medicine, agosto de 2010. DOI 10.1186/1472-6882-10-44 — texto integral
  2. EFSA — Health claims: general function (Article 13), estado das alegações de botânicos
  3. EAU — Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025 (pocket)
  4. Raheem OA, Su JJ, Wilson JR, Hsieh TC. «The Association of Erectile Dysfunction and Cardiovascular Disease: A Systematic Critical Review». American Journal of Men's Health, 2017;11(3):552-563. DOI 10.1177/1557988316630305 — texto integral
  5. Morgado A, Moura ML, Dinis P, Silva CM. «Misdiagnosis and Undertreatment of Erectile Dysfunction in the Portuguese Primary Health Care». Sexual Medicine, 2019;7(2):177-183 — texto integral
  6. Cormio L, De Siati M, Lorusso F, et al. «Oral L-citrulline supplementation improves erection hardness in men with mild erectile dysfunction». Urology, 2011;77(1):119-122 — PubMed
  7. Xu W, et al. «Comparison of efficacy and safety of daily oral L-arginine and PDE5Is alone or combination in treating erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials». Andrologia, 2021 — Wiley
  8. Teles AG, et al. «Prevalence, Severity, and Risk Factors for Erectile Dysfunction in a Representative Sample of 3,548 Portuguese Men». The Journal of Sexual Medicine, 2008;5(6):1317-1324 — resumo
  9. Celeiro — Tribulus + Maca DietMed, 60 comprimidos, preço consultado a 30.08.2026
  10. Lee HW, Lee MS, Kil KJ. Revisão sistemática com meta-análise sobre maca e disfunção erétil. Journal of Men's Health, 2023;19(3). DOI 10.22514/jomh.2023.003 — 2 ensaios, 79 homens, diferença média de 1,13 pontos de IIEF (IC 95% 0,64-1,61)
  11. Zenico T, Cicero AFG, Valmorri L, Mercuriali M, Bercovich E. «Subjective effects of Lepidium meyenii (Maca) extract on well-being and sexual performances in patients with mild erectile dysfunction: a randomised, double-blind clinical trial». Andrologia, 2009;41(2):95-99. DOI 10.1111/j.1439-0272.2008.00892.x — PubMed

Página escrita a 30 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

Para que serve a maca peruana em cápsulas?

As cápsulas e os comprimidos são apenas formatos de apresentação da mesma raiz seca: o que muda não é a finalidade, é a quantidade de maca por unidade. Nos ensaios clínicos reunidos na revisão de 2010, as doses estudadas foram de 1500 a 3500 mg por dia, e os efeitos positivos observados incidiram sobretudo no desejo sexual, não na capacidade de ereção. Ao comparar cápsulas, olhe para os miligramas de maca por dose diária declarada no rótulo, não para o número de cápsulas na embalagem.

Como se toma maca peruana em pó?

Não temos fonte clínica verificada que compare formas de tomar o pó — os ensaios publicados descrevem a dose diária em miligramas, não o modo de preparação. O que é possível dizer é que a comparação entre pó e cápsulas se faz pela quantidade de maca por dose: um pó sem gramagem indicada por colher não permite saber o que está a tomar. Siga sempre a posologia do rótulo do produto que comprou.

Maca peruana em pó ou em cápsulas: qual é melhor?

Nenhum dos ensaios da revisão sistemática de 2010 comparou pó com cápsulas, por isso não há resposta baseada em estudos. A diferença prática é de dosagem e de transparência: o pó permite doses maiores mas obriga a pesar, e as cápsulas dão conveniência com uma quantidade fixa, muitas vezes bastante inferior à dose usada nos ensaios.

Quanto tempo demora a maca peruana a fazer efeito?

Os ensaios incluídos na revisão de 2010 duraram entre 2 e 12 semanas, e o único estudo em homens com disfunção erétil ligeira usou 12 semanas de toma. Não existe nas fontes que reunimos qualquer dado que sustente efeito em dias, nem qualquer avaliação de uso para além das 12 semanas.

A maca peruana engorda?

Não temos nenhuma fonte verificada sobre maca e peso corporal. A revisão sistemática de 2010 avaliou função sexual — desejo e função erétil —, não composição corporal nem apetite. Quem afirma que a maca engorda ou emagrece está a ir além do que os estudos disponíveis mediram.

A maca peruana aumenta a testosterona?

Não temos fonte verificada que o demonstre. A revisão sistemática dedicada à maca avaliou desfechos de função sexual, não níveis hormonais. Se a sua preocupação é hormonal, o caminho é medir: a avaliação inicial recomendada pelas diretrizes europeias inclui testosterona total em amostra colhida de manhã.

A maca peruana pode tomar-se na gravidez?

Não temos nenhuma fonte verificada sobre maca na gravidez ou na amamentação, e por isso não damos uma resposta. Esta é uma pergunta para o médico assistente ou para o farmacêutico, com a embalagem à frente.

Onde comprar maca peruana em Portugal?

Vende-se em parafarmácias, farmácias e lojas de suplementos, em geral em fórmulas combinadas com outras plantas. O único preço que confirmámos diretamente a 30.08.2026 foi a fórmula Tribulus + Maca da DietMed no Celeiro, 60 comprimidos por €21,35, com 350 mg de maca por comprimido. Preços de Continente, Pingo Doce, Wells e Prozis não foram confirmados nesta ronda e por isso não os publicamos.

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