Disfunção erétil: causas, sintomas e quando procurar médico
Há disfunção erétil quando a incapacidade de obter e manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória é persistente — esta é a definição das Guidelines Europeias de Urologia de 2025. A palavra persistente faz toda a diferença: episódios isolados, ligados a cansaço, álcool ou stress, não são disfunção erétil. Em Portugal, o maior estudo feito no país encontrou disfunção erétil em 48,1% dos homens dos 40 aos 69 anos. E há um facto que quase nenhum site de suplementos refere: a disfunção erétil surge, em média, 3 a 5 anos antes de um evento cardiovascular.
Este site reúne o que dizem as guidelines europeias, os estudos portugueses e os ensaios clínicos publicados sobre cada tratamento e cada suplemento. Cada número tem a fonte ao lado, e o que não tem prova está identificado como tal.
O que é disfunção erétil?
Disfunção erétil é a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para permitir uma atividade sexual satisfatória. A definição é da EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025, o documento de referência da urologia europeia, e inclui explicitamente a persistência: um episódio ocasional isolado não constitui disfunção erétil clínica.
Isto importa porque a autoavaliação apressada é o erro mais comum de quem chega a este tema. Uma noite falhada depois de uma semana má não é um diagnóstico.
O que exige atenção é o padrão que se repete e que dura.
«Impotência» e «disfunção erétil» são a mesma coisa?
São o mesmo problema com dois nomes de épocas diferentes. Impotência é o termo mais antigo e mais coloquial; disfunção erétil é o termo clínico usado hoje pelas guidelines e pelos médicos. Não há nenhuma diferença de gravidade entre os dois — apenas de registo. Este site usa disfunção erétil por ser o termo clínico, mas a página impotência masculina explica em detalhe a diferença de vocabulário e porque a palavra antiga ainda pesa tanto.
É normal na minha idade? A prevalência em Portugal, década a década
A disfunção erétil aumenta acentuadamente com a idade, mas não é uma consequência automática de envelhecer. O estudo de referência português — Teles et al., The Journal of Sexual Medicine, 2008, com 3.548 homens inquiridos em 50 centros de cuidados de saúde primários, usando a escala validada IIEF — mediu isto com precisão.
| Idade | Alguma disfunção erétil | Disfunção erétil completa (grave) |
|---|---|---|
| 40-49 anos | 29% | 1% |
| 50-59 anos | 50% | 2% |
| 60-69 anos | 74% | 10% |
| Total (ajustado por idade) | 48,1% | — |
Fonte: Teles AG et al., J Sex Med, 2008;5(6):1317-1324, DOI 10.1111/j.1743-6109.2007.00745.x. Taxa de resposta de 81,3%.
Duas leituras deste quadro. A primeira: aos 60-69 anos, três em cada quatro homens têm algum grau de disfunção erétil — se é o seu caso, está no grupo maioritário, não na exceção. A segunda, mais importante: a forma grave é rara até aos 60 anos (1% a 2%). A maior parte dos casos nas décadas dos 40 e dos 50 é ligeira ou moderada, e é precisamente essa a fase em que a causa ainda é frequentemente reversível.
Como é que Portugal se compara com outros países
Uma revisão portuguesa publicada na Acta Urológica Portuguesa reuniu os grandes estudos internacionais de prevalência. Os números não são diretamente comparáveis entre si — cada estudo usou uma faixa etária e um instrumento diferentes —, mas dão a escala do problema.
| Estudo | País | Amostra e idades | Resultado |
|---|---|---|---|
| Massachusetts Male Aging Study | EUA | 1.290 homens, 40-70 anos | 9,6% completa; 35% moderada/completa |
| Cologne Survey | Alemanha | 4.489 homens, 30-80 anos | 19,2% completa |
| EDEM (Martín-Morales) | Espanha | 2.500 homens, 25-70 anos | 0,6% completa; 19% moderada/completa |
| Thai EDSG | Tailândia | 1.250 homens, 40-70 anos | 18,4% moderada/completa |
Fonte: Morales J. & Rolo F., Acta Urológica Portuguesa, 2001 (revisão da literatura, Serviço de Urologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra).
Quais são as causas da disfunção erétil?
As guidelines europeias classificam a disfunção erétil pela causa predominante, e essa classificação determina o tratamento.
- Vasculogénica. A mais comum em homens mais velhos, ligada a doença cardiovascular e diabetes. O sangue não chega, ou não fica.
- Psicogénica. Ansiedade de desempenho, depressão, conflito na relação. Mais frequente em homens jovens.
- Neurogénica. Lesão medular, esclerose múltipla, neuropatia diabética.
- Hormonal. Sobretudo hipogonadismo, ou seja, testosterona baixa.
- Iatrogénica. Induzida por fármacos ou por cirurgia pélvica. É uma das causas potencialmente reversíveis que a avaliação inicial procura identificar antes de se tratar o sintoma.
Na prática, muitos casos são mistos: uma componente vascular inicial que gera ansiedade de desempenho, que por sua vez agrava o quadro. A separação em causas serve para orientar os exames, não para arrumar cada homem numa gaveta.
O detalhe de cada causa, com números, está em causas da disfunção erétil; a parte hormonal, em testosterona baixa. Se o problema for sobretudo falta de desejo e não de ereção, o tema é outro — veja libido baixa.
Disfunção erétil aos 20, 30 e 40 anos: é diferente?
Sim, é diferente em dois aspetos: a causa provável e o significado clínico. Num homem jovem sem fatores de risco evidentes, a componente psicogénica é tipicamente mais relevante do que a vascular — mas isso não autoriza a saltar a avaliação médica, porque o inverso também acontece e tem consequências.
O dado que sustenta este aviso é da revisão sistemática de Raheem et al. (2017), que cita o estudo de Inman et al., Mayo Clinic Proceedings, 2009: em homens na casa dos 40 anos, a disfunção erétil associou-se a um risco de doença arterial coronária quase 50 vezes superior ao de homens sem disfunção erétil.
Ou seja: quanto mais jovem é o homem, mais informativo é o sintoma.
A disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de doença cardiovascular
Sim, e não é uma teoria de blog de saúde. É o que dizem, com estas palavras, as guidelines europeias de 2025: «há evidência crescente de que a disfunção erétil pode ser também uma manifestação precoce de doença arterial coronária e doença vascular periférica; portanto, a disfunção erétil não deve ser encarada apenas como uma questão de qualidade de vida, mas também como um potencial sinal de aviso de doença cardiovascular».
A revisão sistemática de Raheem OA, Su JJ, Wilson JR e Hsieh TC (American Journal of Men's Health, 2017;11(3):552-563, DOI 10.1177/1557988316630305) quantifica a janela: a disfunção erétil ocorre, em média, 3 a 5 anos antes do evento cardiovascular.
A explicação mais aceite tem nome: hipótese do calibre das artérias, proposta por Montorsi e colegas em 2005 e discutida na revisão de 2017. Se a aterosclerose progride a um ritmo semelhante em todos os territórios vasculares, os sintomas aparecem primeiro nos ramos arteriais mais estreitos — como a artéria peniana — e só depois nos vasos maiores do coração, que toleram melhor o mesmo grau de obstrução. É uma hipótese, não um facto demonstrado: um dos estudos citados a seu favor mediu a artéria pudenda interna apenas ligeiramente mais estreita do que a coronária, com graus de estenose semelhantes nas duas.
Em 2025 isto já é protocolo formal. A EAU inclui um algoritmo de avaliação de risco cardiovascular para todo o doente com disfunção erétil sem doença cardiovascular conhecida, baseado no IV Consenso de Princeton: calcula-se o risco ASCVD a 10 anos e estratifica-se em baixo (menos de 5%), intermédio (5-20%) e alto (mais de 20%), com condutas diferentes em cada nível — no risco alto, estatina de alta intensidade, alvo de LDL abaixo de 70 mg/dL e referenciação a cardiologia preventiva.
Uma ressalva honesta. A mesma revisão de 2017 nota que a disfunção erétil não melhora significativamente a previsão de risco para além dos fatores tradicionais do Framingham Risk Score. Não substitui o rastreio cardiovascular habitual: é um sinal adicional que obriga a fazê-lo, não um exame por si.
Este é o tema que este site trata com mais detalhe do que qualquer outro, na página disfunção erétil e risco cardiovascular.
O que uma consulta de urologia investiga
A avaliação mínima da EAU 2025 é mais curta do que a maioria das pessoas receia. São quatro perguntas, por esta ordem. O problema é mesmo de ereção, ou é outra queixa sexual confundida com ela? Há por trás alguma causa comum e reversível? Que fatores de risco é que este homem ainda consegue mudar? E como estão a cabeça e a relação?
O exame físico procura sinais de doença prostática, deformidades penianas, sinais de hipogonadismo e o estado cardiovascular e neurológico. As análises de base são um perfil de glicose e lípidos e a testosterona total, em amostra colhida de manhã.
Nada disto é invasivo, e é a diferença entre tratar a causa e mascarar o sintoma. A lista completa está em exames para disfunção erétil.
O erro de diagnóstico é mais comum do que se pensa
Um estudo português em cuidados primários (Morgado A et al., Sexual Medicine, 2019;7(2):177-183) avaliou 200 doentes referenciados por disfunção erétil. Apenas 115 tinham de facto disfunção erétil confirmada após avaliação: em 22,3% o diagnóstico principal era outro, sendo a ejaculação precoce o erro mais frequente (10,6% do total).
Entre os doentes com disfunção erétil confirmada, só 33,9% tinham sido tratados antes; desses, apenas 45,2% tinham recebido a dose máxima do inibidor da PDE5; e nenhum tinha recebido tratamento intracavernoso com alprostadil, apesar de haver indicação.
A conclusão prática é desconfortável mas útil: uma parte importante dos homens que «já tentaram tudo» nunca chegou a tentar o tratamento correto na dose correta.
Quando é que é urgente ir ao médico
Duas destas situações são urgência hospitalar. As outras não são urgência, mas também não são para adiar mais um mês.
🔴 Urgência, no próprio dia:
- ereção que passa das 4 horas — chama-se priapismo; a EAU dá força forte à recomendação de tratar cedo o priapismo isquémico, que são mais de 95% dos casos;
- dor no peito, com ou sem esforço.
🔴 Consulta que não se adia:
- enfarte recente, ou doença cardíaca grave na história;
- perda súbita de visão ou audição — descrita, raramente, com os inibidores da PDE5;
- dificuldade de ereção de início súbito num homem jovem sem fatores de risco à vista: investiga-se, não se suplementa;
- a mesma dificuldade acompanhada de fadiga marcada, perda de massa muscular ou alterações do humor, que aponta para causa hormonal tratável.
Falta uma linha, e não é um sintoma: é uma combinação. Nitratos para a angina e inibidores da PDE5 não se juntam — a tensão pode cair a pique, com risco de morte. Daí que a checklist de dispensa do sildenafil em farmácia comece precisamente por essa pergunta.
O que os guidelines recomendam, por ordem de força
Esta é a tabela que organiza o resto do site. As forças de recomendação são as da EAU 2025 — «forte» e «fraca» são termos técnicos do documento, não apreciações nossas.
| Abordagem | Força da recomendação | Nota da EAU 2025 |
|---|---|---|
| Mudança de estilo de vida e correção de fatores de risco | Forte | A iniciar antes ou ao mesmo tempo que qualquer tratamento |
| Inibidores da PDE5 (sildenafil, tadalafil) | Forte | Primeira linha de tratamento |
| Terapia cognitivo-comportamental, com a parceira ou parceiro | Forte | Combinada com o tratamento médico |
| Dispositivo de vácuo | Fraca | Para quem quer gestão não invasiva e sem fármacos |
| Suplementos (L-arginina, ginseng) | Fraca | Reservado a disfunção erétil ligeira em quem recusa tratamento farmacológico |
Repare na ordem. O que está no topo da lista não se compra: mudar o peso, o tabaco, o álcool e a atividade física tem a mesma força de recomendação que começar o medicamento. E os suplementos aparecem em último, com recomendação fraca e uma condição explícita.
A EAU acrescenta ainda um ponto que quase ninguém refere: «o uso incorreto e a informação inadequada são a principal causa de falta de resposta aos inibidores da PDE5». Muita gente conclui que «não funciona» depois de o ter tomado de forma errada.
Exercícios do pavimento pélvico: o que mostra a evidência
O treino dos músculos do pavimento pélvico tem ensaios a seu favor, é gratuito e não tem ninguém a vendê-lo — razão pela qual raramente aparece nas páginas que vendem cápsulas.
A revisão sistemática de Gbiri CAO e Akumabor JC (International Journal of Sexual Health, 2023;35(1):52-66) rastreou 239 estudos e incluiu 13. Nos ensaios sobre disfunção erétil:
- Dorey et al. (2004): 40% dos participantes recuperaram função erétil normal;
- Prota et al. (2012): 47,1% do grupo tratado ficou potente, contra 12,5% no grupo de controlo, em contexto pós-prostatectomia;
- Lin et al. (2012): melhoria significativa aos 6 e aos 12 meses pós-operatórios.
As intervenções duraram 6 a 12 semanas, com 9 a 20 sessões. Os autores concluem que a fisioterapia é uma abordagem não farmacológica eficaz, podendo ser proposta como opção de primeira linha.
O como fazer, passo a passo, está em como melhorar a ereção.
Onde ficam os suplementos nesta hierarquia
Ficam no fim, com recomendação fraca, e apenas para disfunção erétil ligeira em homens que recusam tratamento farmacológico. É esta a posição da EAU 2025, e é a partir dela que analisamos cada ingrediente separadamente — não porque tenhamos algo contra suplementos, mas porque a alternativa é fingir que a hierarquia da evidência não existe.
Cada substância tem a sua página, com os ensaios, as doses estudadas e as interações:
- citrulina — o único ingrediente com um ensaio feito em disfunção erétil;
- a raiz de maca — quatro ensaios pequenos, e quase todos sobre desejo;
- o Tribulus e a testosterona — duas revisões de 2025 que não concordam uma com a outra;
- ginseng, zinco e outros — o resto da prateleira.
A comparação lado a lado, por ordem de prova, está em suplementos para a disfunção erétil.
Porque é que tantos homens tratam disto sozinhos, na internet
Porque durante anos o primeiro passo obrigou a uma conversa difícil e a uma receita. Em maio de 2025 isso deixou de ser verdade. O sildenafil de 50 mg passou à categoria de medicamento não sujeito a receita médica de dispensa exclusiva em farmácia — entra-se e sai-se com a caixa, sem consulta prévia. Com condições: a conversa é em gabinete, o farmacêutico verifica contraindicações, leva-se no máximo uma embalagem de 8 unidades de cada vez e fica a indicação de ver um médico nos 6 meses seguintes. Para o tadalafil nada mudou.
Isto retira o principal argumento a favor de comprar «alternativas» de origem duvidosa online. O que a página comprimidos de farmácia detalha é exatamente isso: o que se compra legalmente em Portugal, em que condições, e o que a farmacêutica é obrigada a perguntar antes de dispensar.
O âmbito deste guia — e onde ele para
Este guia junta cinco coisas: a definição das guidelines europeias, a prevalência medida em Portugal década a década, a classificação das causas, os sinais de alarme e a ordem de força das abordagens de tratamento. Cada afirmação tem a fonte ao lado.
Onde ele para: diagnóstico, dose, produto. Nada disso se decide sem conhecer o seu perfil de risco cardiovascular, a medicação que já toma e o resultado de análises. Essa parte pertence à consulta, e não há site que a substitua.
Porque não publicamos «o melhor tratamento para a disfunção erétil»
Porque a resposta honesta depende da causa, e a causa não se determina a ler uma página. Um homem de 45 anos com disfunção erétil de início recente e tensão alta tem um problema diferente do de um homem de 68 anos com diabetes de longa data, e diferente do de um homem de 28 anos com ansiedade de desempenho. Um ranking único serviria para vender, não para ajudar.
Também não indicamos doses de suplementos. Sem avaliação, indicar dose é irresponsável — e é precisamente assim que os vendedores captam quem está envergonhado e com pressa.
Fontes utilizadas
- EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health 2025 (pocket edition, limited text update março 2025) — definição de disfunção erétil, classificação etiológica, algoritmo diagnóstico (Figura 2), avaliação de risco cardiovascular (Figura 3, IV Princeton Consensus), forças de recomendação: https://d56bochluxqnz.cloudfront.net/documents/EAU-Pocket-on-Sexual-Reproductive-Health-2025.pdf
- Teles AG, Carreira M, Alarcão V, Aragüés JM, Lopes L, Mascarenhas M, Garcia e Costa J. "Prevalence, Severity, and Risk Factors for Erectile Dysfunction in a Representative Sample of 3,548 Portuguese Men Aged 40 to 69 Years". The Journal of Sexual Medicine, 2008;5(6):1317-1324. DOI 10.1111/j.1743-6109.2007.00745.x: https://academic.oup.com/jsm/article-abstract/5/6/1317/6862540
- Raheem OA, Su JJ, Wilson JR, Hsieh TC. "The Association of Erectile Dysfunction and Cardiovascular Disease: A Systematic Critical Review". American Journal of Men's Health, 2017;11(3):552-563. DOI 10.1177/1557988316630305: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5675247/
- Morgado A, Moura ML, Dinis P, Silva CM. "Misdiagnosis and Undertreatment of Erectile Dysfunction in the Portuguese Primary Health Care". Sexual Medicine, 2019;7(2):177-183. DOI 10.1016/j.esxm.2019.01.004: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6522934/
- Gbiri CAO, Akumabor JC. "Effectiveness of Physiotherapy Interventions in the Management of Male Sexual Dysfunction: A Systematic Review". International Journal of Sexual Health, 2023;35(1):52-66. DOI 10.1080/19317611.2022.2155288: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10903622/
- Dorey G, Speakman M, Feneley R, Swinkels A, Dunn C, Ewings P. "Randomised controlled trial of pelvic floor muscle exercises and manometric biofeedback for erectile dysfunction". British Journal of General Practice, 2004;54(508):819-825: https://bjgp.org/content/54/508/819
- Montorsi P, Ravagnani PM, Galli S, et al. "The artery size hypothesis: a macrovascular link between erectile dysfunction and coronary artery disease". American Journal of Cardiology, 2005 — hipótese citada a partir da revisão de Raheem 2017, que a discute e cita também Rogers et al. (2010) sobre o calibre da artéria pudenda interna; o artigo original de 2005 não foi lido por nós na fonte primária.
- Morales J., Rolo F. "Epidemiologia da disfunção eréctil". Acta Urológica Portuguesa, 2001 — revisão dos estudos internacionais de prevalência: https://apurologia.pt/wp-content/uploads/2018/11/Epid-disf-erec.pdf
- Reclassificação do sildenafil 50 mg como MNSRM-EF em Portugal (maio de 2025), condições de dispensa em farmácia: https://cnnportugal.iol.pt/viagra/receita-medica/viagra-e-os-seus-genericos-passam-a-ser-vendidos-sem-necessidade-de-receita-medica/20250509/681e69ead34ef72ee445c539
- Lista de situações que exigem consulta médica urgente e checklist de dispensa de sildenafil sem receita: https://www.farmaciadaliga.pt/blog/sildenafil-sem-receita-cuidados-a-ter
Perguntas frequentes
A disfunção erétil tem cura?
A disfunção erétil tem cura?
Depende da causa. As guidelines europeias recomendam que a avaliação inicial procure especificamente causas «curáveis» — hormonais, farmacológicas, psicogénicas — antes de avançar para tratamento sintomático. Quando a causa é vascular e já instalada, o objetivo passa a ser tratar eficazmente o sintoma e travar a doença de base, que é cardiovascular.
Um episódio isolado já é disfunção erétil?
Um episódio isolado já é disfunção erétil?
Não. A definição da EAU 2025 exige que a incapacidade de obter e manter a ereção seja persistente. Episódios ocasionais isolados não constituem disfunção erétil clínica.
Qual é a idade em que isto se torna comum?
Qual é a idade em que isto se torna comum?
Em Portugal, a prevalência passa de 29% na década dos 40 para 50% na dos 50 e 74% na dos 60 (Teles, 2008). A forma grave, porém, mantém-se em 1% a 2% até aos 60 anos, subindo a 10% dos 60 aos 69.
Disfunção erétil em jovens é sempre psicológica?
Disfunção erétil em jovens é sempre psicológica?
Não. A componente psicogénica é mais frequente em homens jovens, mas a disfunção erétil em homens na casa dos 40 associou-se a um risco de doença coronária quase 50 vezes superior (Inman et al., 2009, citado por Raheem 2017). Início súbito num homem jovem é motivo de investigação médica, não de automedicação.
Preciso de receita para comprar Viagra em Portugal?
Preciso de receita para comprar Viagra em Portugal?
Desde maio de 2025 não, para o sildenafil de 50 mg: é dispensado em farmácia sem receita, com avaliação prévia do farmacêutico e limite de uma embalagem de 8 unidades. O tadalafil continua sujeito a receita médica.
Os suplementos para a ereção funcionam?
Os suplementos para a ereção funcionam?
As guidelines europeias atribuem-lhes recomendação fraca e reservam-nos a disfunção erétil ligeira em homens que recusam tratamento farmacológico. Cada ingrediente tem evidência diferente, e alguns não têm nenhuma — a análise substância a substância está na comparação ingrediente a ingrediente.
A minha parceira pode ajudar de alguma forma?
A minha parceira pode ajudar de alguma forma?
A EAU 2025 recomenda, com força forte, dirigir o doente para terapia cognitivo-comportamental incluindo a parceira ou o parceiro quando indicado, combinada com o tratamento médico, para maximizar os resultados.
E os géis? Funcionam melhor do que os comprimidos?
E os géis? Funcionam melhor do que os comprimidos?
Existe um tópico com ensaios clínicos publicados e comparação direta com tadalafil, e existem muitos géis vendidos online sem qualquer ensaio. A diferença entre os dois casos está explicada em gel para disfunção erétil.