Vigor Claro 30 de agosto de 2026

Como trabalhamos

Atualizado 30 de agosto de 2026

Cada afirmação com valor de facto publicada no Vigor Claro tem de vir de uma fonte identificável, e a fonte fica ao lado da afirmação, não escondida numa lista no fim. Quando os dados disponíveis são fracos, a página diz que são fracos — mesmo quando isso retira brilho ao ingrediente de que se está a falar.

Que fontes usamos e por que ordem

A ordem abaixo é de precedência: se dois níveis se contradizerem, prevalece o mais alto, e a divergência é mencionada no texto em vez de ser apagada.

Nível Tipo de fonte Para que serve
1 Recomendações da Associação Europeia de Urologia (EAU), DGS, INFARMED Definir o que é prática clínica em Portugal e na Europa
2 Revisões Cochrane, revisões sistemáticas e meta-análises indexadas na PubMed Estimar dimensão do efeito e qualidade dos ensaios
3 Pareceres da EFSA e da EMA Saber o que é legal alegar sobre um ingrediente na UE
4 RCM e folhetos informativos aprovados Doses, contraindicações e interacções de medicamentos
5 Sites de lojas e farmácias Apenas preços e disponibilidade, com data da consulta
6 Imprensa e fontes secundárias Apenas para localizar a fonte primária, nunca como prova

O nível 6 tem uma regra própria: uma notícia serve para nos levar ao estudo, e depois desaparece. Se a fonte primária não se abre nem se confirma, o número não é publicado — foi o que aconteceu com uma cifra de mercado que a redação retirou por o artigo original já não estar acessível.

Preços são sempre datados. Um valor de farmácia recolhido a 30 de agosto de 2026 fica escrito com essa data, porque daqui a seis meses provavelmente já não é verdade.

Chamar fraco ao que é fraco: dois exemplos reais

O compromisso mais fácil de escrever e mais difícil de cumprir é este: não melhorar a evidência com adjectivos. Dois casos do próprio site mostram como funciona na prática.

Tribulus terrestris: duas revisões de 2025 que não concordam

Sobre o Tribulus terrestris foram publicadas em 2025 duas revisões sistemáticas com leituras diferentes. A revisão publicada na Nutrients em abril de 2025 (17(7):1275) analisou 10 estudos com 483 homens, classificou metade deles como de baixa qualidade metodológica e concluiu que o nível de evidência para a função erétil é baixo. A meta-análise publicada no International Journal of Impotence Research a 13 de maio de 2025 agregou 8 estudos e encontrou vantagem face ao placebo na pontuação IIEF-5, com diferença média de 3,23.

Na página sobre este ingrediente aparecem as duas, com a explicação de que uma avalia a qualidade dos ensaios e a outra soma os resultados, e com o ponto em que ambas coincidem: nenhuma delas encontrou aumento robusto de testosterona. Escolher a que soa melhor seria mais simples e seria desonesto. O desenvolvimento está em Tribulus terrestris.

Zinco: o que a EFSA autorizou dizer, e o que não

A EFSA aprovou para o zinco a alegação «contribui para a manutenção de níveis normais de testosterona no sangue» (EFSA Journal 2009;7(9):1229). Manutenção do normal não é aumento, e a diferença não é retórica: o estudo mais citado a ligar zinco e testosterona teve nove idosos com défice marginal, sem grupo placebo, e não mediu a função erétil.

Por isso as nossas páginas escrevem a alegação com as palavras exactas com que foi autorizada e acrescentam a quem ela se aplica. O resumo dos ingredientes com menos dados está em ginseng, zinco e outros.

O que nos recusamos a fazer

  • Médicos inventados. Nenhum texto é assinado por um especialista fictício, nem por «um farmacêutico» sem nome.
  • Fotografias «antes e depois». Em saúde masculina são impossíveis de verificar e sugerem uma promessa que ninguém pode cumprir.
  • Prazos. Não escrevemos «resultados em 7 dias». Quando um ensaio testou uma duração concreta, publicamos essa duração e o desfecho medido.
  • Listas copiadas. Efeitos adversos vêm do folheto aprovado ou do ensaio que os registou, com a fonte indicada.
  • Avaliações e comentários fabricados. Não existem estrelas nem testemunhos no site, e não existirão.

Também não inventamos comparações desfavoráveis a produtos concorrentes. Descrever o que uma composição declara e o que os estudos mostram chega; atribuir defeitos que não estão documentados seria o mesmo erro, ao contrário.

Como corrigimos erros

Corrigimos à vista, com data. Quando uma afirmação é alterada por se ter revelado errada, a página passa a indicar a data de actualização e, se a mudança for de conteúdo e não de forma, o que mudou fica escrito no próprio texto.

Já aconteceu antes da publicação. Num rascunho sobre maca, um ensaio italiano de 2009 tinha sido resumido como «igual ao placebo»; a leitura do resumo original mostrou uma diferença favorável à maca com significado estatístico, e o ficheiro de factos foi reescrito antes de o texto sair. Noutro caso, uma dose de zinco retirada de uma fonte secundária não existia no estudo original e foi substituída pelo valor real.

Erros encontrados por quem lê seguem o mesmo caminho. O endereço para os comunicar está em contactos, e a resposta indica o que foi alterado.

Sobre saúde. Nenhuma página deste site avalia o seu caso. Sintomas persistentes, medicação crónica ou dúvida sobre dose são assunto para consulta médica ou farmacêutica, não para leitura.

Sobre comissões. À data de hoje não há ligações remuneradas no Vigor Claro. Se passarem a existir, a regra desta página mantém-se: a avaliação de um ingrediente não muda por causa de uma ligação, e a origem comercial fica declarada onde a ligação estiver.

Esta versão é de 30 de agosto de 2026.

Vigor Claro reúne o que está publicado por entidades clínicas e reguladoras. Não avalia o seu caso nem substitui uma consulta.